O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro Bambino, considerou que a participação dos atletas angolanos nos Jogos Olímpicos esteve um pouco aquém da expectativa devido a razões financeiras.
O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro Bambino, considerou que a participação dos atletas angolanos nos Jogos Olímpicos esteve um pouco aquém da expectativa devido a razões financeiras.
Em declarações a Agência Lusa, considerou que 99% da culpa pelo desempenho não satisfatório dos atletas angolanos deve-se ao tardio apoio financeiro prestado pelo governo angolano, que disponibilizou as verbas apenas no final do mês de junho.
Em relação às prestações, referiu que a seleção feminina de andebol aspirava pelo menos menos o oitavo lugar conseguido em 2016 no Rio de Janeiro.
Melhor esteve a natação, já que os nadadores Catarina Sousa e Salvador Gordo conseguiram marcas próximas dos recordes de Angola, mas o mesmo já não se aplicou ao atletismo e ao judo, pois considera que foram as modalidades cujas expectativas ficaram muito aquém.
Lamentou ainda o facto de o velocista Bee Miguel Aveni não ter competido devido à eliminação, por falsa partida.
Já depois de considerar que a judoca Diassonema Neidy teve uma fraca preparação ao mais alto nível, apontando a falha ao Comité Olímpico Angolano, António Monteiro lamentou o mau desempenho da seleção de vela, causado pelo envio tardio da embarcação angolana para Tóquio, levando Angola a competir com outra embarcação sem qualidade.
O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano entende que se deve procurar, com urgência, por outras alternativas financeiras, de modo a fazer face às despesas correntes.
O responsável olímpico defendeu ainda uma alteração no atual paradigma no desporto angolano, para aspirar a um metal olímpico, que nunca conquistou, nas 10 presenças olímpicas.
Texto: Jornal O Jogo

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